A Secretaria Municipal de Educação de Natal realizou na noite desta quinta-feira (07), a formação “Construindo Pontes nos Diversos Contextos de Aprendizagens II”, dentro da proposta Educação Infantil na perspectiva inclusiva. O encontro virtual contou com a participação de 94 profissionais da educação e discutiu o assessoramento, o trabalho colaborativo nas unidades de ensino, o acesso, a permanência, participação e aprendizagem dos estudantes nos centros infantis e escolas da Rede Municipal.

 

A formação promovida pelo Departamento de Educação Infantil (DEI) foi mediada pelo Setor de Educação Especial e contou com a participação das professoras formadoras Helda Clotilde, Ilana França, Maria Karolina, Samira Tavares e Teresa Cristina.


A assessora pedagógica da SME, Helda Silva, comentou sobre o Documento Orientador da Atuação dos professores da Educação Especial, encaminhado para os CMEIs e escolas.  O conjunto de informações mostra orientações para atuação dos professores da Educação Especial durante o período da elaboração e realização das atividades pedagógicas não presenciais. Um outro documento foi o Orientador das Ações Pedagógicas com assessoramento das unidades de ensino junto a gestores coordenadores, professores e estagiários.

 

“Durante esse período de pandemia, o assessoramento virtual oportunizou que se fizesse um contato maior pela plataforma Meet, quando as aulas ainda estavam no formato não presencial. Foi muito proveitoso, quando se consegue juntar gestão, coordenação, professores, estagiários, para conversar e ouvir. Observem as orientações do documento, para colaborar com a prática de vocês, alternativas que vão usar, o que utilizar como estratégia, como recurso para que aquela criança se desenvolva junto com os pais”, reforçou a professora Helda Silva.


Já a professora formadora Samira Figueiredo Tavares, analisou sobre o trabalho colaborativo como planejamentos e práticas pedagógicas e diferentes olhares para as crianças.  “Na questão pedagógica existe um processo inclusivo, onde todas as crianças vão ter o direito de conviver, de aprender juntas, ainda que em tempos diferenciados. Do olhar que o outro tem, na consciência, na escuta, nos permite desenvolver essas formas de participar, de conviver, de explorar e de se expressar, de conhecer-se, de brincar. Se compreende que o professor precisa de apoios e de diálogos para que essas múltiplas possibilidades desse direito de aprendizagem, porque o direito é para todos, ainda que ele se manifeste de maneira múltipla”, explicou Samira.

 
Por sua vez, a assessora pedagógica Verônica Torres recordou o histórico da educação inclusiva no país. “Lembro que há uma década atrás, tínhamos um número de crianças com deficiência muito pequeno, inseridos na educação, e cada vez mais a inserção da criança através das políticas públicas que foram avançando, contextualizou um histórico social no Brasil. As políticas públicas inserindo, dando direito, legitimando esse direito que é um direito cidadão da criança participar da instituição escolar”, ressaltou a assessora da SME.