
O bairro de Santos Reis, constitui um dos núcleos originais da fundação da cidade. A sua denominação é uma homenagem aos Santos Padroeiros Gaspar, Belchior e Baltazar, cujas as imagens foram doadas por El Rei Dom José I para a capela da Fortaleza dos Reis Magos. Até 1936, lá era celebrada missa para marcar o dia dos padroeiros. Em 27 de novembro de 1910, foi inaugurada uma capelinha, a 300 (trezentos) metros do mar, para ali abrigar os Santos Reis. Em virtude da constante ameaça do mar, outra capela foi construída e hoje é a atual Matriz dos Santos Reis. Desde 1937 a comunidade realiza a festa anual de seus padroeiros, no período de 28 de dezembro à 06 de janeiro. Na Praça Prefeito Wilson Miranda, ocorre a parte profana com barracas, parques de diversões, jogos e apresentação folclórica. Em seus domínios situa-se a Praia do Forte, bem como a histórica Fortaleza dos Reis Magos, marco da colonização portuguesa. Próximo a ele, no Círculo Militar, ficaram alojadas as tropas de Mascarenhas Homem em 1597, formando uma aglomeração ou arraial, dedicado às obras da fortaleza. Na área do atual bairro foram construídos nos anos 40, tanques de combustível para abastecer aviões de combate, durante a II Grande Guerra. Nesse período, segundo estudos do pesquisador Leonardo Barata, foram construídas 19 instalações pertencentes à antiga Base de Aviação Naval norte-americana. Dentre essas construções encontravam-se um cinema ao ar livre, que divertia soldados americanos, posto de Correios, depósitos, posto de observação, salas de rádio e de máquinas, na área do atual quartel do 17º GAC. A comprovação desse fato foi obtida pelo referido pesquisador, em viagem que realizou aos Estados Unidos, onde descobrir o acervo de documentos e fotografias que datam dos anos 30 até 45. Outro local de importância histórica do bairro, é o prédio da RAMPA. Na época da guerra, na área da RAMPA funcionou o terminal da PANAIR, considerada a maior empresa de aviação do mundo, o comando da Esquadrilha FAW 16, responsável pelo patrulhamento anti-submarino e de comboios da costa brasileira e de todo o Atlântico Sul. E, ainda, o comando VP 83/107, o terceiro esquadrão de patrulha americana que mais afundou submarinos alemães. O prédio foi totalmente ampliado, em 1942, para uso militar pela Marinha dos Estados Unidos. Os documentos descobertos por Leonardo Barata revelam também que, através de um acordo secreto com a Pan American Airways, os americanos construíram 25 bases militares no Brasil, entre elas as de Parnamirim Field e a RAMPA, em Natal. No início da década de 50 o Governador do Estado, Sylvio Pedroza e o Prefeito Wilson Miranda, fizeram doação de terrenos para construção de casas em alvenaria. A expansão do lugar, contudo, só se verificou na administração do Prefeito Djalma Maranhão. Nessa época, houve a liberação para construir nos terrenos situados no lado par da Rua João Carlos de Sousa, que antes era proibido. Na década de 60 o crescimento populacional da área fez surgir as favelas de Brasília Teimosa e do Vietnã. Embora seja um dos mais antigos da cidade, a sua oficialização como bairro se deu na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedrosa, através da Lei n.º 251/47, de 30 de setembro de 1947, teve seus limites redefinidos na Lei n.º 4.330 de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 07 de setembro de 1994.
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