
O local onde se situa o bairro das Rocas compreendia toda a extensão da Praia da Limpa, que era o topônimo antigo. CASCUDO registra uma referência histórica do lugar "na ponta do morro, entre este e o mangue que corre pela beirada do rio que vem da Ribeira, cujo lugar vulgarmente chamam de Limpa". Conta-se que a origem do nome do bairro provém do Atol das Rocas, referência para os pescadores, que ali realizavam suas atividades É um dos mais antigos bairros da cidade. Em princípios do século XX, era morada de alguns pescadores, onde se observa uma maior concentração deles na parte superior denominada de Areal. Depois de 1897, os serviços do Porto empregavam operários que, necessitando viver próximo ao seu local de trabalho, impulsionaram a região. Em conseqüência, surge um pequeno comércio, estaleiros para construção e reparo, atraindo a população pobre da cidade. Assim, a partir das atividades destes dois grupos, pescadores e trabalhadores das obras do porto, nasce as Rocas. Conforme testemunhou Cascudo, entre os anos de 1910 e 1912, as Rocas eram "inteiramente dirigida por três ou quatro moradores, barcaceiros, pequenos negociantes, maquinistas da Central ou do Melhoramento do Porto. Em 1925 foi inaugurada a capela, na parte mais elevada do bairro, em honra à Sagrada Família. Um dos pontos de maior destaque no bairro das Rocas é o Canto do Mangue, tradicional na comercialização de peixe fresco e outros frutos do mar. Para o pesquisador Olavo Medeiros, este parece ter sido o local onde a armada de Manuel de Mascarenhas Homem desembarcou em 26 de dezembro de 1597. Entretanto, sua oficialização como bairro se deu a partir da Lei n.º 251/47 de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, e seus limites definidos pela Lei n.º 4.330, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial de 07 de setembro de 1994.
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