
Algumas das mais antigas referências às terras onde se situa o atual bairro de Petrópolis estão contidas em documentos históricos que atestam a expansão urbana de Natal de 1751 a 1775. Escrevendo sobre o assunto, Olavo de Medeiros Filho, em seu livro Terra Natalense, apresenta, no capítulo 11 da referida obra, as datas de terra concedidas pelo Senado da Câmara do Natal, no século XVIII, onde se lê no dia 24.08.1768 – “Favorecido, o Sargentomor Inácio Francisco da Silva Botelho, aforamento que arrematou, no lugar do Monte ... trezentas braças para a parte do nascente, e outras tantas para o poente. (...) O lugar do Monte correspondia à parte mais elevada do bairro de Petrópolis, cuja principal referência é a avenida Getúlio Vargas”. Na área do atual bairro de Petrópolis, em 1901, foi criada a Cidade Nova (correspondente aos bairros de Tirol e Petrópolis) pelo Intendente Joaquim Manoel Teixeira de Moura, em uma região ocupada por vivendas, quintas e granjas. A área abrangia terras do sítio pertencente ao suíço Jacob Graff, por volta de 1860, cujos limites iam até a Ribeira. Quando o governador Alberto Maranhão comprou ali uma casinha para veraneio, era tão longe da cidade que se ia a cavalo. A criação desses bairros, concluída em 1904, constitui-se na primeira forma de ordenamento urbano de Natal. Na década de 1940, uma estrada ligando Natal ao Aeroporto de Parnamirim (atuais Hermes da Fonseca e Senador Salgado Filho) representou um dos marcos de crescimento da cidade, pois constitui-se numa das mais importantes vias de circulação interna desta Capital. Para o Governador Alberto Maranhão, a origem do nome Petrópolis está ligada à cidade homônima Fluminense. As lembranças do prof. José Guará, remetem ao tempo em que "Os bondes elétricos da Companhia Força e Luz faziam o transporte urbano. Andava-se de bonde da Ribeira ao Alecrim e à Lagoa Seca. E ainda a Petrópolis e ao Tirol. O passeio preferido era até a "balaustrada" no fim da linha de Petrópolis, para descortinar a paisagem, principalmente, nas noites de lua. No trajeto, havia a Mata de Petrópolis, uma espécie de reserva ecológica, que assustava as crianças à noite, pela escuridão do seu interior. Ficava em grande área de terreno, em frente à Maternidade Januário Cicco". A avenida Getúlio Vargas, uma das mais valorizadas do bairro, hoje é dominada por condomínios verticais de luxo, de frente paras o mar; ao contrário da rua pacata de 30 anos atrás. Onde funciona o Tribunal de Contas, já foi a Assembléia Legislativa, na esquina fica uma escola de enfermagem onde já foi casa de Fernando Pedrosa, tradicional família da Natal do passado. Na outra esquina funcionou o Liberte, que veio quebrar a tranqüilidade do local nos anos 70. Outro marco local foi a Sociedade Cultural Brasil-Estados Unidos, que foi ponto de encontro da sociedade natalense e importante centro de formação da língua inglesa de grande parte de jovens estudantes nas décadas de 80 e ponto de concentração de cultura e de lazer . O lugar era evitado por pessoas que achavam incômodo por causa da maresia. No trecho em questão existem, atualmente apenas três casas, que logo darão lugar a novos empreendimentos de alto padrão imobiliário, marcando o fim dos casarões que marcaram a vida do natalense, e que se constitui numa das vistas mais privilegiadas de Natal pela possibilidade de se contemplar grande parte do nosso litoral. Oficializado como bairro pela Lei n.º 251 de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, teve seus limites redefinidos na Lei nº 4330, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 07 de setembro de 1994.
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